Watchmen (Fonte: Reprodução)
Watchmen (Fonte: Reprodução)

Chamar o comportamento de Adrian Veidt (Jeremy Irons) em Watchmen, da HBO, de incomum e, talvez, até perturbador, seria uma espécie de eufemismo.

Ao longo dos três primeiros episódios da série, os fãs viram a personagem queimar um de seus servos e simplesmente substituí-lo por uma cópia exata, lançar outro de uma catapulta em um traje espacial caseiro apenas para a infeliz criatura acabar congelada pelo que se presume ser o frio do espaço.

No quarto episódio, vimos atos ainda mais perturbadores de Veidt. Ozymandias literalmente colheu bebês no meio de um lago (e os jogou de volta quando eles não lhe serviam).

Mas para o ator Jeremy Irons, todas essas ações parecem perfeitamente lógicas. Pelo menos em sua visão da personagem. Falando com o Indie Wire, Irons explicou que o comportamento de Veidt é perfeitamente natural e normal para a personagem. Especialmente aquela cena de bebês no lago. É algo que o ator comparou com a criação de galinhas.

“Eles estão muito felizes na sopa”, disse Irons sobre a cena. “Pareceu inteiramente natural. Estranhamente, a visão que eu tinha na minha cabeça naquela cena era… Você já viu aqueles documentários sobre criação de galinhas? Onde todos os pintinhos descem a esteira e o cara diz: ‘Não, Não quero esse. Aquele pode ir’. Era isso que eu pensava naquela cena; é totalmente lógico viver com ela. É uma cena muito bonita, pensei”.

“Glória” na “estranheza”

Embora alguns possam ter dificuldade em chamar a cena de “bonita”, certamente alguns podem acha-la mais leve do que os acontecimentos seguintes; Veidt seleciona dois dos bebês, os coloca em uma máquina onde os “aquece” para a vida adulta em poucos minutos, reproduzindo música para abafar os gritos que os clones soltam no processo.

Não bastasse, é revelado que Veidt “teve uma noite ruim”, o que originou a matança de todos os seus outros servos, e esses novos clones vão substituí-los e, é claro, ajudá-lo a limpar o local.

É tudo certamente bizarro. Mas Irons explicou que isso é simplesmente uma das grandes coisas do programa e que ele tinha que achar a “glória” nessa estranheza toda:

“O melhor dos roteiros é que ele (Damon Lindelof, criador da série) certamente me colocou em uma situação extraordinária. Mas acho que nenhuma situação é tão extraordinária que não poderia acontecer na vida; que não aconteceu ou não acontecerá. Então você só precisa entender e acha a glória na estranheza disso”.