A terceira temporada de The Handmaid’s Tale chegou ao fim em sua exibição pelo Hulu, na última quarta-feira (14). O show que tem como protagonista June Osborne, interpretada pela atriz Elisabeth Moss, teve em seus últimos minutos um gancho de fazer qualquer um ficar tentando imaginar o que pode acontecer no próximo ano.

O que não podemos negar, é que de fato, a terceira temporada da série foi fraca comparada aos anos anteriores. As personagens além da protagonista, não tiveram o desenvolvimento que mereciam. Mas conhecemos uma nova June. Uma mulher ainda mais fria e calculista. Ao ponto de arriscar a própria vida para começar a destruir Gilead.

A princípio, mesmo com cenas extremamente chocantes e marcantes, como já é comum na série, alguns episódios poderiam passar despercebidos por falta de acontecimentos relevantes ou momentos que são dignos de te deixar sem fôlego por tamanha produção.

Ainda que tenha deixado a desejar em agilidade, o público pode dizer que na verdade, estava sendo preparado para o episódio final. Isso porque além de carregar a fotografia e a trilha sonora impecável do terceiro ano, The Handmaid’s Tale mostrou um show cinematográfico. Ainda maior do que em suas temporadas anteriores. Isso aconteceu não só no último episódio, que foi um caso à parte. Mas também em todos os anteriores.

Emily (Alexis Bledel) conseguindo chegar ao Canadá, revendo sua esposa e filho, além de aos poucos começar a retornar para uma vida comum, pode ser considerado um dos grandes pontos na trama da personagem. E por sinal, rendeu um dos momentos mais emocionantes da série.

Uma das possíveis pequenas falhas foi o sumiço do personagem Nick (Max Minghella). Mas ela foi notada pelos fãs. Talvez o maior feito do rapaz nesta temporada foi servir como escada para que June pudesse mudar parte de seus pensamentos com a descoberta de que ele era um soldado na cruzada de Gilead. Mostrando que ele de fato desempenhou um papel importante e violento no nascimento deste regime tão cruel.

Assim como na season finale da segunda temporada da superprodução, onde June abriu mão de fugir com Holly para o Canadá, o episódio treze trouxe uma mulher ainda mais focada em tentar tirar o máximo de pessoas possíveis de Gilead. Já que não teve tanta sorte com Hannah (Jordana Blake), que ainda permanece longe da mãe. O problema é que mais uma vez tal decisão pode mudar completamente a personagem.

Em Mayday, nome que o episódio final recebeu, June completa o seu ciclo. Assim se torna uma mulher ainda mais bruta e sem medo de arriscar a própria vida para salvar outras. De fato, a protagonista parece ter retornado ao ponto inicial da temporada. Mesmo com a série não deixando pistas do que deve acontecer após o polêmico fim.

Para o próximo ano podemos esperar uma coisa muito maior para o crescimento da série. E por sinal, o show deve aumentar o número de temporadas previstas. Isso porque Margaret Atwood, autora do livro que original a série, lançará uma sequência. Esta está prevista para chegar em novembro.

Por outro lado, sabemos que June não deve sair de Gilead tão cedo. Afinal, não pretende deixar Hannah para trás. Por sinal, a garota acabou se tornando um dos maiores questionamentos. Afinal, a criança também quase não apareceu. E ninguém sabe para onde foi levada após a punição de June.

Além disso, outros pontos ficaram em aberto. Por exemplo, o destino do casal Fred Waterford (Joseph Fiennes) e Serena Joy (Yvonne Strahovski), que mudou completamente. Afinal, ninguém sabe se eles irão conseguir retornar para o país de origem. O que deve ser difícil.

No mais, The Handmaid’s Tale se consagra mais uma vez como uma das maiores séries sendo exibidas atualmente e que traz uma mensagem muito forte e impactante em cada um de seus episódios. Ainda que tenha concluído uma terceira temporada morna, mas não menos impactante do que as anteriores, a série ainda promete arrancar o fôlego de seus fãs nos próximos anos.