A terceira e tão aguardada parte de La Casa de Papel só estará disponível no catálogo da Netflix na próxima sexta-feira (19). Mas algumas pessoas já puderam assistir ao novo ano do seriado espanhol.

Assim, algumas reações já estão rolando na internet. Então, vamos ao que estão dizendo. Mas pode ficar tranquilo. Não teremos spoilers. Afinal, não queremos estragar a série de ninguém.

Orçamento

A série estreou no dia 11 em Madrid. Segundo a Variety, uma grande mudança da Parte 3 é o orçamento. Certamente, após seu sucesso mundial, essa é uma consequência mais do que natural. Embora a Netflix não tenha revelado um número, poderíamos estar falando da série mais orçamentada por episódio na história da TV espanhola. Decerto, isso permitiu que a Parte 3 filmasse em vários locais e também permitisse sequências filmadas de quase todos os ângulos e, às vezes, de uma variedade de formatos. Como vimos nos trailers também, outra grande mudança é a geografia.

Enredo

Rio é capturado por barcos de patrulha do Panamá. O ex-colegas de trabalho se reúne para libertá-lo. Como? Dando um golpe fatal no sistema. O que é esse golpe seria um spoiler. Mas vale ressaltar que o assalto desta vez vai para a jugular do sistema capitalista.

Tóquio

Mas nem tudo é novidade. Tóquio continua sendo a narradora que nos guia pela história. Ela começa nos revelando que dois anos se passaram desde a fuga bem sucedida (para a maioria) dos sequestradores mascarados. Tudo o que acontece na Parte 3 é resultado de Tóquio se cansar de viver o que ela descreve como um “filme romântico”. Implicitamente, ela argumenta com o Rio sobre seu direito e necessidade de liberdade, incluindo sexo se ela quiser, fora do relacionamento.

Mistura com a realidade

Escondido em um mosteiro italiano no lado do penhasco, O Professor coloca um slide show, mostrando gangues de manifestantes no Rio de Janeiro e Buenos Aires, manifestações de movimento de mulheres, com seus membros vestindo o já icônico macacão vermelho. Além disso, um estádio de futebol na Arábia Saudita, com um bandeirão da máscara de Dalí. Mas essas cenas são reais, pois a série dissolve a divisão ficção e realidade.

Séries dramáticas são freqüentemente comparadas a romances do século XIX. La Casa de Papel Parte 3 não foge disso, com seu narrador não confiável (Tóquio se culpa pela captura do Rio), seus saltos temporais e sua complexidade narrativa. É uma novela modernista.