The Marvelous Mrs. Maisel (Fonte: Reprodução)
The Marvelous Mrs. Maisel (Fonte: Reprodução)

The Marvelous Mrs. Maisel mais uma vez nos transporta para a década de 1960 para acompanhar a trajetória de Midge no stand-up comedy em um novo lote de episódios. A 3ª temporada da série chegou ao catálogo da Amazon Prime Video para mostra que o show ainda tem muito fôlego, não só por saber se renovar, mas também por fazer isso mantendo sua qualidade.

O terceiro ano do programa, como se vem fazendo frenquentemente, é o ano de arriscar. Se a primeira e a segunda temporada não mudou tanto a vida da protagonista, a terceira certamente nos mostra uma Midge muito mais longe de seu lugar comum. Na verdade, todas as personagens “principais”, entenda-se todas as personagens presentes nos 26 episódios já lançados, estão verdadeiramente fora de sua zona de conforto. E o resultado disso é diversão garantida.

Enquanto Rachel Brosnahan continua encantando como Miriam Maisel, sua personagem começa a encontrar alguns choques interessantes de realidade. Até então uma das personagens mais progressistas da série, ela começa a sair de sua bolha, mais conservadora, e entra em contato com personagens ainda mais progressistas que ela, o que nos dá uma compreensão muito mais interessante de sua personagem.

Novamente, a Susie Myerson de Alex Borstein dá um show à parte, sendo quase tão protagonista da série quanto Brosnahan. Seu lugar cômico só melhora, e com o retorno de Jane Lynch e a chegada de Cary Elwes, é notável que sua personagem poderia começar a andar com pernas próprias sem problemas. Uma série só com a agente Susie lidando com seus clientes não-convencionais seria um spin-off que qualquer fã do programa assistiria.

Mas quem realmente rouba a cena sempre que aparecem são os pais de Midge. A Rose de Marin Hinkle e o Abe de Tony Shalhoub também, facilmente, poderiam estrelar um spin-off. Sua busca por um lugar nessa temporada foi um dos melhores arcos a se assistir. Mas é essa riqueza de núcleos que ajuda a fazer de The Marvelous Mrs. Maisel um prazer de se acompanhar. Vale dizer que os breves retornos de Zachary Levi e Luke Kirby também chamam a atenção na temporada.

Mas mesmo com o bom trabalho de Michael Zegen, a persoangem de Joel ainda fica um fora dos elogios. Mesmo com uma renovação em seu arco, a personagem continua a menos interessante de se seguir, e faria muito bem ao programa encontrar algo mais relevante para ele do que ser apenas o ex-marido de Midge. A decisão do final da segunda temporada de ensaiar uma volta do casal não foi “jogada” fora logo de cara à toa, afinal.

Não há dúvida que a série de comédia indicada ao (e vencedora do) Emmy deva ser indicada e levar mais estatuetas para casa. O programa continua sendo sinônimo de qualidade e uma das mais fortes atrações da Prime Vido, que busca espaço, principalmente no mercado brasileiro, mas também mundial, no mercado de streaming.