The Big Bang Theory (Fonte: Reproduça)
The Big Bang Theory (Fonte: Reproduça)

The Big Bang Theory chega ao seu final depois de 12 temporadas. Com um episódio especial de 2 partes. Sem ter muito o que se resolver em questão de trama, os episódios são focados basicamente em uma única questão: mudança. Uma decisão que soa acertada. Contudo, não funciona tão bem.

De fato, há muito o que mudou na série desde o seu início. De uma forma sutil, e que talvez só os espectadores mais ávidos possam perceber, cada uma das personagens principais é confrontada com isso nos últimos episódios. Mas há uma exceção: Bernadette (Melisssa Rauch).

Mesmo funcionando bem na trama e sendo carismática para o público, Bernie é a personagem mais rasa da série e mantém essa posição ao ser a única que termina a serie da mesma forma que começou. Sua personalidade independe de seus sucessos profissionais e pessoais, a tornando a personagem mais caricata da série.

As demais personagens todas se encontram em situações diferentes de seu início. Raj (Kunal Nayyar), que começa o programa sem conseguir se comunicar com mulheres, tem como uma de suas cenas finais o papel de ajudar um amigo a falar com o sexo oposto. Howard (Simon Helberg), que vivia com a mãe em uma relação imatura, termina a série como um pai preocupado e ativo.

Amy (Mayim Bialik) talvez seja a mudança mais polêmica. Assim como Bernadette, a personagem entrou mais tarde na trama. Assim, ajudou a suprir a falta de mulheres no programa. Também independente e decidida, a personagem chegou quase que pronta. Mas sua relação de admiração para com Sheldon e Penny sempre abrilhantaram o show. Talvez por isso, a decisão para o seu final foi colocá-la em uma posição de confiança. Infelizmente, a maneira como isso foi feita, fazendo ela abandonar seu velho guarda-roupa, não deve soar muito bem.

Leonard (Johnny Galecki) é o que menos tem referências ao seu novo status. A personagem entra no piloto preso ao companheiro de apartamento, insatisfeito porém acomodado. Sua voz foi sendo ouvida ao longo das temporadas e ele criou mais atitude. Contudo, suas tentativas de se livrar da tirania de Sheldon são usadas mais como alívio cômico. Seu ciclo estava basicamente completo quando ele se acertou de uma vez por todas com Penny, a questão impossível que lhe é colocada no primeiro episódio.

Penny (Kaley Cuoco), que nos é mostrada pela primeira vez como uma aspirante atriz que teve de se contentar com o trabalho de garçonete, o qual ela não consegue fazer de maneira correta (Alguém aí lembra de Rachel Green?) e acaba por servir como nosso olhar dentro de um mundo novo (Alguém aí lembra da Rachel?), além de par romântico para uma das protagonistas (Sabe a Rachel?), termina a série com uma carreira profissional bem sucedida (Rachel?).

Sheldon (Jim Parsons), a grande estrela da série teve suas pequenas vitórias de mudanças conforme a série foi avançando. o que na verdade se tornaram os pontos de referência para o programa. A única coisa com a qual ainda nos deparávamos com frequência era seu foco constante em seu ego. Portanto, a grande mudança da personagem é, no auge de sua carreira, ele deixo o ego de lado para reconhecer cada uma de suas amizades.

O ponto se perde quando a série termina em uma tomada de todos eles comendo no apartamento de Sheldon. Apesar de ser uma boa homenagem, quebra o clima de mudança. A intenção poderia ser mostrar que a amizade deles ainda assim continuou existindo. Mas todos se encontram em seus postos, fazendo a mesma coisa da mesma forma. Mas isso não estraga 12 anos de série. Os fãs devem se divertir com os episódios finais. No entanto, eles mais definem o futuro das personagens do que arrancam risada.