Titãs foi ao ar no serviço de streaming DC Universe nos Estados Unidos. Mas no Brasil, a série foi distribuída pela Netflix. E, aparentemente, a exibição foi muito melhor da forma que a gigante do streaming escolheu! Na contra-mão dos boatos que dizem que a Netflix irá parar de lançar temporadas inteiras, Titãs é muito melhor dessa forma do que lançada semanalmente. Segundo o site ScreenRant, foi “muito mais agradável” de assistir o show na Netflix, onde Titãs foi distribuída internacionalmente.

Quando se trata de adaptar os Jovens Titãs, os super-heróis só chegavam por meio de animações. Mas Titãs prometeu aos fãs uma visão muito mais dura da Liga da Justiça júnior. Anunciando suas intenções com o famoso “Fuck Batman” de Dick Grayson. o Robin (Brenton Thwaites) no primeiro trailer do programa. Titãs foi bastante bem recebido por fãs e críticos, com as principais desvantagens relacionadas ao tempo que a equipe leva para se reunir.

Embora Titãs já estivesse em desenvolvimento há um tempo antes do surgimento do DC Universe, a série foi atrasada para atuar como a primeira grande série original do streaming. A temporada de estreia de 11 episódios de Titã foi exibida semana a semana na nova plataforma, de outubro a dezembro. Mas os espectadores fora dos Estados Unidos tiveram que esperar até janeiro para ver o novo visual da equipe. Titãs chegou ao catálogo da Netflix em todo o mundo em janeiro. E, ao contrário do DC Universe, os episódios estavam disponíveis de uma só vez.

Maratona

O método internacional de distribuição beneficiou enormemente a 1ª temporada de Titãs. Tornando-o uma experiência mais divertida. Em parte devido ao ritmo inicialmente lento da série. Como mencionado anteriormente, uma das maiores críticas do programa foi quanto tempo o grupo central levou para se reunir. E embora isso seja certamente frustrante para os espectadores que esperam que os episódios ocorram semanalmente, é muito menos um problema para quem assiste compulsivamente na Netflix. A equipe ainda não se encontrou até o final do episódio? Não tem problema. O próximo começa em cinco segundos.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado aos ganchos de final de episódio. Algumas das cenas finais mais dramáticas incluem a primeira aparição de Mutano (Ryan Potter), a chegada do novo Robin, Jason Todd (Curran Walters) e Grayson correndo para um misterioso campo de força para resgatar Rachel (Teagan Croft). Esses finais funcionam no sentido de encorajar os espectadores a permanecerem na série. Mas não são fortes o suficiente para ter fãs discutindo e dissecando o episódio durante a semana. Como antes, esse é um problema menor na Netflix, onde os cliffhangers não precisam ter os espectadores teorizando desesperadamente sobre o que pode acontecer. Eles apenas precisam fazê-los clicar em “próximo episódio”.

A 2ª temporada chegou para mostrar o mesmo. O primeiro episódio parece mais um season finale do que um primeiro episódio. Os 20 minutos finais começam a ficar com mais cara de 2ª temporada. Mas os 40 minutos iniciais estão fechando um arco aberto na 1ª temporada. Isso seria um problema menor se toda a temporada fosse lançada de uma vez só. Ter que esperar mais uma semana para começar de fato a 2ª temporada, que já deveria ter começado, pode desestimular os fãs.

E, quem sabe, com um pouquinho mais do Bruce Wayne de Iain Glenn, o público não estaria tão insatisfeito com o novo Batman. Mas, também, o ex-Jorah Mormont de Game of Thrones poderia estar sendo ainda mais criticado. Muito da internet ainda é, infelizmente, um território binário.